Capítulo 1: Noções gerais sobre HTML e Internet.


1.1 Características da linguagem HTML

A linguagem HTML (Hypertext Markup Language) tem o objetivo de forma- tar textos através de marcações especiais denominadas tags, para que possam ser exibidos de forma conveniente pelos clientes Web, também denominados navegadores ou browsers. Além disso, esta linguagem possibilita a interli- gação entre páginas da Web, criando assim documentos com o conceito de hipertexto.


Características básicas da linguagem HTML:

• Documentos HTML são arquivos de texto escritos em ASCII 1

• O HTML não faz diferença entre letras maiúsculas e minúsculas em suas marcações, ou seja, não é `case sensitive'

• Nem todas as marcações e seus correspondentes recursos são suportados por qualquer navegador. Quando um cliente Web não entende uma marcação, ele simplesmente a ignora.

• Arquivos HTML podem possuir as extensões `html' ou `htm'. A pri- meira é normalmente utilizada em sistemas UNIX e a segunda em sis- temas Windows. Os Browsers são capazes de exibir documentos com ambas as extensões.

1.2 Tags ou marcações HTML

A linguagem HTML pertence a uma classe de linguagens de programação conhecida como `Tag Languages', ou simplesmente Linguagem de Marcação. Neste tipo de linguagem, os comandos são escritos em forma de marcações denominadas tags.

De um modo geral, as tags aparecem em pares, delimitando o texto a ser formatado. A tag que abre o campo de atuação de um comando pode ser identi􏰀cada pelos sinais

`$<$ >', enquanto a que encerra este campo de atuação possui os sinais $<$ >'.

Por exemplo:

<B> Linguagem </B> de Marcação.

A sintaxe acima determina que a marcação `B' seja aplicado ao texto `Linguagem', mas não ao texto `de programação'.

Há exceções a esse funcionamento de paridade das tags, onde a marcação <tag> não necessitará de sua correspondente </tag>. Veremos exemplos de ambos os tipos mais adiante.

Além do comando propriamente dito, uma tag pode conter seus parâme- tros.

Parâmetros são recursos próprios de cada marcação, que permitem que ele seja executado de diversas formas. Pode-se dizer que enquanto um comando diz ao Browser o que fazer, seus parâmetros dizem a ele como fazer, através de suas opções. Assim como cada comando possui parâmetros especí􏰀cos, cada parâmetro possui opções especí􏰀cas.

Veja o exemplo:

<FONT SIZE="4"COLOR="green"> Texto </FONT>

No exemplo acima, `FONT' é o comando e, `SIZE' e `COLOR' são os pa- râmetros cujas opções escolhidas pelo programador foram, respectivamente, `4' e `green'. Note que, ao contrário da marcação de abertura, a marcação de fechamento de um comando não precisa mencionar seus parâmetros.

1.3 Estrutura de um documento HTML

A estrutura principal de um documento HTML possui duas partes básicas: o cabeçalho e o corpo do programa.

Todo documento deve ser iniciado com a marcação <HTML> e 􏰀nalizado com </HTML>. Este par de tags é essencial.

A área do cabeçalho, embora muito conveniente, é opcional e delimitada pelas marcações <HEAD> e </HEAD>. Entre estas tags pode ser de􏰀nido o título da página, através das marcações <TITLE> e </TITLE>. O título especi􏰀cado será exibido na barra de título do Browser.

A maioria dos comandos HTML será colocada na área do corpo do pro- grama, que é delimitada pelas marcações <BODY> e </BODY>. Excetuando- se os `frame documents', que serão vistos mais adiante, esta é uma marcação obrigatória.



O exemplo abaixo ilustra a estrutura de um programa HTML.

<HTML>

<HEAD>

<TITLE> Primeiro Exemplo </TITLE> </HEAD>

<BODY>

Bem-vindo ao mundo do HTML! </BODY>

</HTML>

1.4 Criando, abrindo e manipulando documen- tos HTML

Documentos HTML podem ser criados em qualquer editor de texto visual (nos quais a visualização do arquivo não depende de compilação de código), tais como Bloco de Notas, VI, emacs, etc. Além dos editores especí􏰀cos para 


várias plataformas, existem conversores de diversos formatos, por exemplo de *.doc para *.html.

Para criar uma página no Bloco de Notas do Browser, por exemplo, é pre- ciso digitar o texto desejado juntamente com as marcações que o formatarão. Um documento escrito desta forma é denominado código fonte.

Para praticar, abra o Bloco de Notas e digite o exemplo da seção anterior. Na hora de salvá-lo, no campo `Salvar como Tipo' da caixa de diálogo `Salvar Como', escolha a opção `Todos os Arquivos' e no campo `Nome do Arquivo' digite o nome desejado juntamente com a extensão .html ou .htm. Se este procedimento não for adotado, o arquivo será gravado com a extensão padrão .txt e não poderá ser aberto por Browsers.

Depois de salvo o documento, é possível alterar seu código fonte clicando com o botão direito do mouse sobre o ícone da página, escolhendo a opção `Abrir Com' e, em seguida, selecionando o programa editor de texto disponí- vel. No caso do Windows, este programa será o Bloco de Notas.

Para visualizar o arquivo criado no Internet Explorer, por exemplo, cli- que no menu `Arquivo' e escolha a opção `Abrir'. Escreva então o caminho completo para o arquivo desejado no campo oferecido ou clique no botão `Procurar' para procurá-lo entre as pastas de seu computador.

Uma dica interessante para quem está começando e para quem deseja cada vez mais conhecer os recursos da linguagem HTML é analisar códigos fonte de páginas da Web. No Internet Explorer o usuário pode fazer isso clicando no menu `Exibir' e escolhendo a opção `Código Fonte'. Desta forma o código fonte da página será mostrado no Bloco de Notas, caso você esteja trabalhando no Windows.

1.5 Códigos especiais de caracteres

Existem dois tipos de códigos especiais que permitem inserir qualquer ca- ractere numa página HTML, mesmo que ele não esteja presente no teclado. Estes códigos são especi􏰀cados pela norma ISO-Latin-1 ou a partir de uma identidade HTML.

A norma ISO utiliza um código composto pelo caractere `&' seguido do símbolo `#' e de uma combinação de números, sendo terminado com `;'. Já a identidade HTML usa o caractere `&' seguido de uma palavra que identi􏰀ca o símbolo e de `;'. As identidades HTML correspondentes a alguns símbolos comuns estão listados no apêndice A desta apostila.


É aconselhável, ao se criar uma página, utilizar estes códigos especiais para criar a acentuação da língua portuguesa. Desta forma, Browsers mais antigos ou até mesmo aqueles que estejam con􏰀gurados para outros idiomas poderão exibir corretamente a letra acentuada.


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